sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Cássia-rosa, de novo!
Caros seguidores de nosso blog, não foi possível evitar!
Sabemos o que pode significar fazermos o terceiro post de uma mesma espécie em
nosso blog, desde sua criação. Assumimos que, desta forma, estaremos amplamente
suscetíveis a amáveis críticas de estarmos sendo parciais em nossa observação
das árvores pela cidade do Rio de Janeiro. E... bem, não poderemos negar!
Mas, em nossa defesa virão, certamente, não apenas aqueles que
compartilham de nossa paixão assumida, mas também, aqueles que se deram repentinamente
conta da imponente e ao mesmo tempo, delicada árvore que habita seu espaço
cotidiano, ou ainda, aqueles que se surpreenderam com a bela árvore, numa nova experiência
arborescente. Preferimos correr o risco de nos tornarmos repetitivos, mas esperamos
estar contribuindo ainda, para a descoberta de alguns. Como no ano passado, a
floração das cássias-rosa este ano parece estar especialmente luminosa. Assim,
fica difícil não termos nossos olhares atraídos pelos tons chamativos de um rosa
suave, que, nesta estranha contradição, compõem uma forma majestosa de copa.
terça-feira, 20 de maio de 2014
Figueiras monumentais
Um destaque na paisagem urbana são as árvores monumentais, muitas
vezes centenárias, que impactam a cidade com suas formas exuberantes, troncos
robustos e galhos penetrantes. O Rio de Janeiro possui muitas árvores com estas
características. Elas devem ser “descobertas” e valorizadas, para que sejam
preservadas. São árvores que merecem cuidados especiais, pelo acúmulo de tempo que
sua grande estrutura denuncia. São testemunhas da paisagem e suas
transformações, fazem parte da história da cidade.
Várias espécies de figueiras são árvores de grande porte, que quase sempre, quando mais antigas, tornam-se monumentais. O destaque de nosso post é uma Ficus religiosa, situada na rua Corcovado, no Jardim Botânico. Ela compõe um espaço peculiar e convidativo sob sua copa, um verdadeiro convite para desfrutá-la. É quase impossível apreciá-la sem imaginar como deveria ser o espaço a sua volta há décadas atrás... E você, já reparou em alguma árvore monumental na nossa cidade? Escreva para a gente, quem sabe ela não vira um post aqui no nosso blog?
Várias espécies de figueiras são árvores de grande porte, que quase sempre, quando mais antigas, tornam-se monumentais. O destaque de nosso post é uma Ficus religiosa, situada na rua Corcovado, no Jardim Botânico. Ela compõe um espaço peculiar e convidativo sob sua copa, um verdadeiro convite para desfrutá-la. É quase impossível apreciá-la sem imaginar como deveria ser o espaço a sua volta há décadas atrás... E você, já reparou em alguma árvore monumental na nossa cidade? Escreva para a gente, quem sabe ela não vira um post aqui no nosso blog?
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Quaresmeira
Alguns dias depois da Páscoa, trazemos como destaque em
nosso blog, não por acaso, uma árvore
muito especial de nossa flora
brasileira: a Tibouchina granulosa.
Seu nome popular – Quaresmeira - nos indica uma de suas características mais marcantes,
que é a época em que exibe suas flores roxas, em grande profusão, remetendo ao período
religioso cristão da Quaresma, compreendido entre o Carnaval e a Páscoa.
As árvores, como símbolos poderosos, são constantemente
escolhidas para a representação de fatos, pessoas, sentimentos e épocas do ano,
contribuindo para isso suas características de longevidade, ritmo cíclico, elemento
da natureza e verticalidade, entre tantas outras, como ressaltamos no livro Poética das Árvores Urbanas. A floração
da Quaresmeira, além de marcar a paisagem em uma determinada época, traz as
referências da esperança do renascimento, com sua intensa floração.
Apesar de ser uma árvore relativamente conhecida pelas
pessoas e de vicejar naturalmente nas florestas fluminenses, vemos pouco a sua
utilização nos espaços públicos de nossa cidade. Entretanto, as manchas roxas que
surgem na Mata Atlântica de parte do sudeste brasileiro, na Quaresma, sinalizam
a presença desta encantadora árvore.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Árvore Cotonete
Esta arvoreta costuma chamar atenção pela forma particular
de suas flores, que, quando em botão, lembram... cotonetes, como seu nome
popular bem aponta. A espécie é do gênero Clerodendron
(Clerodendron quadriloculare), o
mesmo de algumas trepadeiras frequentemente utilizadas em paisagismo como a
lágrima-de-cristo e o clerodendro vermelho. Já a cotonete, não é muito comum de ser vista
pela cidade.
Originária das Filipinas, tem porte pequeno, podendo chegar
a aproximadamente 6 metros. Há um belo exemplar desta espécie no Sítio Roberto
Burle Marx, em Barra de Guaratiba, bem desenvolvido. As imagens de nosso post são de uma árvore na rua Prof.
Álvaro Rodrigues, em Botafogo, ainda em crescimento. Sua época de floração é indicada
para os meses de inverno, mas, no final da primavera, quando foram feitas as
fotos, ela ainda se apresentava bem florida. Filipinas, tema cidade.
frequentemente
utilizadas em paisagismo como a l
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Pitangueiras no Parque
Estamos de volta ao nosso blog, depois de um período de
férias, e escolhemos uma árvore muito especial e – deliciosa! – para o nosso
retorno. É a bela e saborosa – graças a seu fruto – pitangueira! A árvore é de
pequeno porte, com galhos e troncos finos e estrutura bastante ramificada. Suas
flores são brancas e delicadas, pouco chamativas, mas as pitangas, além do sabor,
têm uma aparência muito interessante, com seus pequenos gomos e sua cor, que
vai de tons de magenta a vermelho intenso, com a qual se apresentam quando
estão mais maduras.
A pitangueira é uma espécie brasileira, nativa de restinga,
ecossistema de áreas próximas ao litoral. Em locais como Paraty e Angra dos
Reis, com suas inúmeras ilhas, é possível encontrar grandes extensões cobertas
por florestas de pitangueiras, oferecendo um oásis aos seus visitantes, com
agradável sombra e festa para os sentidos: é maravilhoso passar pela praia, em
direção ao interior da ilha, sentindo a textura das frutas, e, quando bem
vermelhinhas, poder experimentar seu sabor particular.
As fotos são de um conjunto no Parque do Flamengo, trazendo
a discussão sobre o emprego de árvores frutíferas em projetos de arborização
urbana pública, defendido por muitos e contestado por alguns. O exemplo mostra
o quanto interessante pode ser esta utilização, desde que observadas as condições
que são definidas para o projeto, e o
quanto pode ser enriquecedor para a paisagem, dando aos usuários do parque
também uma possibilidade de deleite gustativo, explorando a diversidade das
propriedades vegetais.
Entretanto, no Parque do Flamengo, é raro encontrarmos pitangueiras
carregadas de frutos maduros, retirados em grandes quantidades por poucos
usuários, muitas vezes antes de estarem maduros, desvirtuando as intenções do
paisagista autor do projeto, Roberto Burle Marx, de explorar de forma lúdica a degustação
das frutíferas ao longo do parque - o que é uma pena!
domingo, 20 de outubro de 2013
De novo em foco
Não resistimos, e elegemos para falar aqui mais uma vez da Cassia grandis, que já foi destaque há algum tempo em nosso blog. É que este ano sua floração está particularmente bela, com exemplares magníficos por toda a cidade.
Às vezes temos esta impressão - em certos anos, algumas espécies florescem com mais intensidade, ultrapassando todos os esforços para alcançar a mais impactante beleza. Será só impressão? Se isso realmente ocorre, podemos dizer que este ano está sendo especial para a cássia rosa, como também é conhecida esta espécie originária da Amazônia.
A árvore da foto encontra-se nos jardins da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, na Ilha do Fundão, projetados pelo paisagista Roberto Burle Marx. Além de sua floração, também se destaca a estrutura deste exemplar, que teve espaço livre para se desenvolver em sua plenitude.
Às vezes temos esta impressão - em certos anos, algumas espécies florescem com mais intensidade, ultrapassando todos os esforços para alcançar a mais impactante beleza. Será só impressão? Se isso realmente ocorre, podemos dizer que este ano está sendo especial para a cássia rosa, como também é conhecida esta espécie originária da Amazônia.
A árvore da foto encontra-se nos jardins da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, na Ilha do Fundão, projetados pelo paisagista Roberto Burle Marx. Além de sua floração, também se destaca a estrutura deste exemplar, que teve espaço livre para se desenvolver em sua plenitude.
domingo, 15 de setembro de 2013
Flores invernais
Mais uma linda árvore colore nossa cidade com flores nesta estação. Os mulungus se destacam como espécies que florescem no inverno, assim como os ipês, focos do post anterior. São conhecidas com este nome diferentes espécies pertencentes ao gênero Erythrina, entre as quais várias são naturais de diversas regiões do Brasil.
A espécie que ilustra nosso post é a Erythrina speciosa, conhecida também como candelabro, nome claramente compreendido quando vemos a foto de suas flores, que não deixam dúvida sobre a sugestiva associação ao referido objeto. O candelabro é originário da Floresta Atlântica, com ocorrência em vários estados, inclusive no Rio de Janeiro.
A primeira foto mostra um exemplar em contraste com a arquitetura impactante do Museu de Arte Moderna, no Parque do Flamengo. A foto debaixo é um bônus do nosso post, que não resistimos em apresentar, apesar de não ser no Rio de Janeiro, e sim na região de S. José do Barreiro, no estado de São Paulo. Entremeada aos galhos do candelabro, localizado na beira de uma estrada, provavelmente em seu estado natural, aparece uma bougainvílea, espécie que existe com grande variedade de cores, com um tom exatamente igual à flor do candelabro, um laranja incandescente. A coincidência desta associação é impressionante, provocando um belo espetáculo.
A espécie que ilustra nosso post é a Erythrina speciosa, conhecida também como candelabro, nome claramente compreendido quando vemos a foto de suas flores, que não deixam dúvida sobre a sugestiva associação ao referido objeto. O candelabro é originário da Floresta Atlântica, com ocorrência em vários estados, inclusive no Rio de Janeiro.
A primeira foto mostra um exemplar em contraste com a arquitetura impactante do Museu de Arte Moderna, no Parque do Flamengo. A foto debaixo é um bônus do nosso post, que não resistimos em apresentar, apesar de não ser no Rio de Janeiro, e sim na região de S. José do Barreiro, no estado de São Paulo. Entremeada aos galhos do candelabro, localizado na beira de uma estrada, provavelmente em seu estado natural, aparece uma bougainvílea, espécie que existe com grande variedade de cores, com um tom exatamente igual à flor do candelabro, um laranja incandescente. A coincidência desta associação é impressionante, provocando um belo espetáculo.
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