Participação na pesquisa

Convidamos a todos os interessados sobre o tema a participarem no blog enviando comentários sobre suas observações diárias ou eventuais, suas experiências com as árvores da cidade, deixando seu depoimento sobre preferências de espécies, fatos e momentos da vida ligados a esses elementos urbanos.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Figueiras monumentais

Um destaque na paisagem urbana são as árvores monumentais, muitas vezes centenárias, que impactam a cidade com suas formas exuberantes, troncos robustos e galhos penetrantes. O Rio de Janeiro possui muitas árvores com estas características. Elas devem ser “descobertas” e valorizadas, para que sejam preservadas. São árvores que merecem cuidados especiais, pelo acúmulo de tempo que sua grande estrutura denuncia. São testemunhas da paisagem e suas transformações, fazem parte da história da cidade.

  
Várias espécies de figueiras são árvores de grande porte, que quase sempre, quando mais antigas, tornam-se monumentais. O destaque de nosso post é uma Ficus religiosa, situada na rua Corcovado, no Jardim Botânico. Ela compõe um espaço peculiar e convidativo sob sua copa, um verdadeiro convite para desfrutá-la. É quase impossível apreciá-la sem imaginar como deveria ser o espaço a sua volta há décadas atrás... E você, já reparou em alguma árvore monumental na nossa cidade? Escreva para a gente, quem sabe ela não vira um post aqui no nosso blog?

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Quaresmeira

Alguns dias depois da Páscoa, trazemos como destaque em nosso blog, não por acaso, uma árvore muito especial de nossa flora brasileira: a Tibouchina granulosa. Seu nome popular – Quaresmeira - nos indica uma de suas características mais marcantes, que é a época em que exibe suas flores roxas, em grande profusão, remetendo ao período religioso cristão da Quaresma, compreendido entre o Carnaval e a Páscoa.

As árvores, como símbolos poderosos, são constantemente escolhidas para a representação de fatos, pessoas, sentimentos e épocas do ano, contribuindo para isso suas características de longevidade, ritmo cíclico, elemento da natureza e verticalidade, entre tantas outras, como ressaltamos no livro Poética das Árvores Urbanas. A floração da Quaresmeira, além de marcar a paisagem em uma determinada época, traz as referências da esperança do renascimento, com sua intensa floração.  
Apesar de ser uma árvore relativamente conhecida pelas pessoas e de vicejar naturalmente nas florestas fluminenses, vemos pouco a sua utilização nos espaços públicos de nossa cidade. Entretanto, as manchas roxas que surgem na Mata Atlântica de parte do sudeste brasileiro, na Quaresma, sinalizam a presença desta encantadora árvore.
Entre os raros exemplares de Quaresmeira em áreas públicas da cidade do Rio, registramos este, situado no bairro do Jardim Botânico, de pequeno porte, ainda em estágio de desenvolvimento. A partir deste post, fica aqui nosso protesto e pedido para que tenhamos mais Quaresmeiras na cidade!


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Árvore Cotonete

Esta arvoreta costuma chamar atenção pela forma particular de suas flores, que, quando em botão, lembram... cotonetes, como seu nome popular bem aponta. A espécie é do gênero Clerodendron (Clerodendron quadriloculare), o mesmo de algumas trepadeiras frequentemente utilizadas em paisagismo como a lágrima-de-cristo e o clerodendro vermelho.  Já a cotonete, não é muito comum de ser vista pela cidade.



Originária das Filipinas, tem porte pequeno, podendo chegar a aproximadamente 6 metros. Há um belo exemplar desta espécie no Sítio Roberto Burle Marx, em Barra de Guaratiba, bem desenvolvido. As imagens de nosso post são de uma árvore na rua Prof. Álvaro Rodrigues, em Botafogo, ainda em crescimento. Sua época de floração é indicada para os meses de inverno, mas, no final da primavera, quando foram feitas as fotos, ela ainda se apresentava bem florida.  Filipinas, tema cidade.
frequentemente utilizadas em paisagismo como a l




quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Pitangueiras no Parque

Estamos de volta ao nosso blog, depois de um período de férias, e escolhemos uma árvore muito especial e – deliciosa! – para o nosso retorno. É a bela e saborosa – graças a seu fruto – pitangueira! A árvore é de pequeno porte, com galhos e troncos finos e estrutura bastante ramificada. Suas flores são brancas e delicadas, pouco chamativas, mas as pitangas, além do sabor, têm uma aparência muito interessante, com seus pequenos gomos e sua cor, que vai de tons de magenta a vermelho intenso, com a qual se apresentam quando estão mais maduras.
 
 

A pitangueira é uma espécie brasileira, nativa de restinga, ecossistema de áreas próximas ao litoral. Em locais como Paraty e Angra dos Reis, com suas inúmeras ilhas, é possível encontrar grandes extensões cobertas por florestas de pitangueiras, oferecendo um oásis aos seus visitantes, com agradável sombra e festa para os sentidos: é maravilhoso passar pela praia, em direção ao interior da ilha, sentindo a textura das frutas, e, quando bem vermelhinhas, poder experimentar seu sabor particular.

 
As fotos são de um conjunto no Parque do Flamengo, trazendo a discussão sobre o emprego de árvores frutíferas em projetos de arborização urbana pública, defendido por muitos e contestado por alguns. O exemplo mostra o quanto interessante pode ser esta utilização, desde que observadas as condições que são definidas para o projeto, e  o quanto pode ser enriquecedor para a paisagem, dando aos usuários do parque também uma possibilidade de deleite gustativo, explorando a diversidade das propriedades vegetais.

Entretanto, no Parque do Flamengo, é raro encontrarmos pitangueiras carregadas de frutos maduros, retirados em grandes quantidades por poucos usuários, muitas vezes antes de estarem maduros, desvirtuando as intenções do paisagista autor do projeto, Roberto Burle Marx, de explorar de forma lúdica a degustação das frutíferas ao longo do parque - o que é uma pena!

domingo, 20 de outubro de 2013

De novo em foco

Não resistimos, e elegemos para falar aqui mais uma vez da Cassia grandis, que já foi destaque há algum tempo em nosso blog. É que este ano sua floração está particularmente bela, com exemplares magníficos por toda a cidade.

Às vezes temos esta impressão - em certos anos, algumas espécies florescem com mais intensidade, ultrapassando todos os esforços para alcançar a mais impactante beleza. Será só impressão? Se isso realmente ocorre, podemos dizer que este ano está sendo especial para a cássia rosa, como também é conhecida esta espécie originária da Amazônia.



A árvore da foto encontra-se nos jardins da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, na Ilha do Fundão, projetados pelo paisagista Roberto Burle Marx. Além de sua floração, também se destaca a estrutura deste exemplar, que teve espaço livre para se desenvolver em sua plenitude.

domingo, 15 de setembro de 2013

Flores invernais

Mais uma linda árvore colore nossa cidade com flores nesta estação. Os mulungus se destacam como espécies que florescem no inverno, assim como os ipês, focos do post anterior. São conhecidas com este nome diferentes espécies pertencentes ao gênero Erythrina, entre as quais várias são naturais de diversas regiões do Brasil.



A espécie que ilustra nosso post é a Erythrina speciosa, conhecida também como candelabro, nome claramente compreendido quando vemos a foto de suas flores, que não deixam dúvida sobre a sugestiva associação ao referido objeto. O candelabro é originário da Floresta Atlântica, com ocorrência em vários estados, inclusive no Rio de Janeiro.



A primeira foto mostra um exemplar em contraste com a arquitetura impactante do Museu de Arte Moderna, no Parque do Flamengo. A foto debaixo é um bônus do nosso post, que não resistimos em apresentar, apesar de não ser no Rio de Janeiro, e sim na região de S. José do Barreiro, no estado de São Paulo. Entremeada aos galhos do candelabro, localizado na beira de uma estrada, provavelmente em seu estado natural, aparece uma bougainvílea, espécie que existe com grande variedade de cores, com um tom exatamente igual à flor do candelabro, um laranja incandescente. A coincidência desta associação é impressionante, provocando um belo espetáculo.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Ipês: estrelas da estação

Como diz a turma da coluna do Ancelmo Gois, do jornal O Globo, sempre sensível à natureza na cidade, está aberta a temporada de ipês! Assim como eles, nós não escondemos nossa paixão por estas lindas árvores, da mesma forma que um grande número de cariocas, muitas vezes sem saber, por esconhecer o seu nome.



Rosas, roxas, amarelas ou brancas, as florações dos ipês são uma festa para nossos olhos, nos meses de agosto e setembro. Pode-se dizer que o ipê é uma árvore bem brasileira, pois existem várias espécies que têm sua origem em nosso território, abrangendo diferentes regiões. O destaque de nossa foto é um ipê-rosa (Handroanthus impetiginosus), colorindo a paisagem da Lagoa, na rua Prof. Abelardo Lobo, logo ali na saída do Túnel Rebouças. A forma de esfera de sua inflorescência é de parar o trânsito! Se bem que por ali, o trânsito já costuma estar parado mesmo... Sorte nossa, então, de poder admirar esta beleza, melhorando os ânimos nos engarrafamentos!