Participação na pesquisa

Convidamos a todos os interessados sobre o tema a participarem no blog enviando comentários sobre suas observações diárias ou eventuais, suas experiências com as árvores da cidade, deixando seu depoimento sobre preferências de espécies, fatos e momentos da vida ligados a esses elementos urbanos.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Árvore Cotonete

Esta arvoreta costuma chamar atenção pela forma particular de suas flores, que, quando em botão, lembram... cotonetes, como seu nome popular bem aponta. A espécie é do gênero Clerodendron (Clerodendron quadriloculare), o mesmo de algumas trepadeiras frequentemente utilizadas em paisagismo como a lágrima-de-cristo e o clerodendro vermelho.  Já a cotonete, não é muito comum de ser vista pela cidade.



Originária das Filipinas, tem porte pequeno, podendo chegar a aproximadamente 6 metros. Há um belo exemplar desta espécie no Sítio Roberto Burle Marx, em Barra de Guaratiba, bem desenvolvido. As imagens de nosso post são de uma árvore na rua Prof. Álvaro Rodrigues, em Botafogo, ainda em crescimento. Sua época de floração é indicada para os meses de inverno, mas, no final da primavera, quando foram feitas as fotos, ela ainda se apresentava bem florida.  Filipinas, tema cidade.
frequentemente utilizadas em paisagismo como a l




quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Pitangueiras no Parque

Estamos de volta ao nosso blog, depois de um período de férias, e escolhemos uma árvore muito especial e – deliciosa! – para o nosso retorno. É a bela e saborosa – graças a seu fruto – pitangueira! A árvore é de pequeno porte, com galhos e troncos finos e estrutura bastante ramificada. Suas flores são brancas e delicadas, pouco chamativas, mas as pitangas, além do sabor, têm uma aparência muito interessante, com seus pequenos gomos e sua cor, que vai de tons de magenta a vermelho intenso, com a qual se apresentam quando estão mais maduras.
 
 

A pitangueira é uma espécie brasileira, nativa de restinga, ecossistema de áreas próximas ao litoral. Em locais como Paraty e Angra dos Reis, com suas inúmeras ilhas, é possível encontrar grandes extensões cobertas por florestas de pitangueiras, oferecendo um oásis aos seus visitantes, com agradável sombra e festa para os sentidos: é maravilhoso passar pela praia, em direção ao interior da ilha, sentindo a textura das frutas, e, quando bem vermelhinhas, poder experimentar seu sabor particular.

 
As fotos são de um conjunto no Parque do Flamengo, trazendo a discussão sobre o emprego de árvores frutíferas em projetos de arborização urbana pública, defendido por muitos e contestado por alguns. O exemplo mostra o quanto interessante pode ser esta utilização, desde que observadas as condições que são definidas para o projeto, e  o quanto pode ser enriquecedor para a paisagem, dando aos usuários do parque também uma possibilidade de deleite gustativo, explorando a diversidade das propriedades vegetais.

Entretanto, no Parque do Flamengo, é raro encontrarmos pitangueiras carregadas de frutos maduros, retirados em grandes quantidades por poucos usuários, muitas vezes antes de estarem maduros, desvirtuando as intenções do paisagista autor do projeto, Roberto Burle Marx, de explorar de forma lúdica a degustação das frutíferas ao longo do parque - o que é uma pena!

domingo, 20 de outubro de 2013

De novo em foco

Não resistimos, e elegemos para falar aqui mais uma vez da Cassia grandis, que já foi destaque há algum tempo em nosso blog. É que este ano sua floração está particularmente bela, com exemplares magníficos por toda a cidade.

Às vezes temos esta impressão - em certos anos, algumas espécies florescem com mais intensidade, ultrapassando todos os esforços para alcançar a mais impactante beleza. Será só impressão? Se isso realmente ocorre, podemos dizer que este ano está sendo especial para a cássia rosa, como também é conhecida esta espécie originária da Amazônia.



A árvore da foto encontra-se nos jardins da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, na Ilha do Fundão, projetados pelo paisagista Roberto Burle Marx. Além de sua floração, também se destaca a estrutura deste exemplar, que teve espaço livre para se desenvolver em sua plenitude.

domingo, 15 de setembro de 2013

Flores invernais

Mais uma linda árvore colore nossa cidade com flores nesta estação. Os mulungus se destacam como espécies que florescem no inverno, assim como os ipês, focos do post anterior. São conhecidas com este nome diferentes espécies pertencentes ao gênero Erythrina, entre as quais várias são naturais de diversas regiões do Brasil.



A espécie que ilustra nosso post é a Erythrina speciosa, conhecida também como candelabro, nome claramente compreendido quando vemos a foto de suas flores, que não deixam dúvida sobre a sugestiva associação ao referido objeto. O candelabro é originário da Floresta Atlântica, com ocorrência em vários estados, inclusive no Rio de Janeiro.



A primeira foto mostra um exemplar em contraste com a arquitetura impactante do Museu de Arte Moderna, no Parque do Flamengo. A foto debaixo é um bônus do nosso post, que não resistimos em apresentar, apesar de não ser no Rio de Janeiro, e sim na região de S. José do Barreiro, no estado de São Paulo. Entremeada aos galhos do candelabro, localizado na beira de uma estrada, provavelmente em seu estado natural, aparece uma bougainvílea, espécie que existe com grande variedade de cores, com um tom exatamente igual à flor do candelabro, um laranja incandescente. A coincidência desta associação é impressionante, provocando um belo espetáculo.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Ipês: estrelas da estação

Como diz a turma da coluna do Ancelmo Gois, do jornal O Globo, sempre sensível à natureza na cidade, está aberta a temporada de ipês! Assim como eles, nós não escondemos nossa paixão por estas lindas árvores, da mesma forma que um grande número de cariocas, muitas vezes sem saber, por esconhecer o seu nome.



Rosas, roxas, amarelas ou brancas, as florações dos ipês são uma festa para nossos olhos, nos meses de agosto e setembro. Pode-se dizer que o ipê é uma árvore bem brasileira, pois existem várias espécies que têm sua origem em nosso território, abrangendo diferentes regiões. O destaque de nossa foto é um ipê-rosa (Handroanthus impetiginosus), colorindo a paisagem da Lagoa, na rua Prof. Abelardo Lobo, logo ali na saída do Túnel Rebouças. A forma de esfera de sua inflorescência é de parar o trânsito! Se bem que por ali, o trânsito já costuma estar parado mesmo... Sorte nossa, então, de poder admirar esta beleza, melhorando os ânimos nos engarrafamentos!



domingo, 11 de agosto de 2013

Jasmim Escultural

O jasmim-manga é uma árvore que normalmente se destaca por suas belas e perfumadas flores. Neste post, entretanto, vamos chamar atenção para esta árvore no estado em que se encontra agora, no inverno, desprovida totalmente de flores e folhas, exibindo uma estética extremamente escultórica. Sem as folhas, revela-se a rica trama de seus grossos galhos compondo um desenho dinâmico. Roberto Burle Marx, nosso célebre paisagista, a utilizou em diversos projetos pela cidade, buscando potencializar na paisagem esta sua característica.

O jasmim-manga pertence ao gênero Plumeria e, dependendo da espécie ou variedade, pode
exibir flores amarelas, laranjas, rosas, vermelhas ou brancas. Originário das Antilhas, América Central e do Sul, suas flores são utilizadas para confecção de colares típicos no Havaí. O grupo da foto compõe o belo jardim de canteiros de seixos e monolitos em torno do MAM – Museu de Arte Moderna - no Parque do Flamengo. Em meio a esculturas produzidas pelo homem, dispersas pelo jardim, que remetem à ambiência artística do museu, o jasmim-manga contribui como uma verdadeira escultura natural.



domingo, 28 de julho de 2013

Peregrinos, árvores e odores urbanos

Os peregrinos da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, passaram por muitas das mais belas paisagens da cidade do Rio de Janeiro: Parque do Flamengo, Enseada de Botafogo, e tantas outras, além da Praia de Copacabana, palco de um dos maiores eventos realizados até hoje na nossa cidade e que se estendeu por vários dias.  E nessas paisagens, muitas de nossas árvores cariocas, nativas e exóticas, compuseram os cenários dos percursos dos peregrinos pela cidade. Uma delas é a chichá, espécie originária da Índia e Malásia, que pode ser encontrada em diversos locais da cidade, como o Parque do Flamengo ou a Av. Lauro Sodré, em Botafogo, local onde fotografamos alguns exemplares, neste sábado, em meio à passagem de religiosos que faziam a peregrinação da JMJ, saindo da Central do Brasil, em direção à Praia de Copacabana.




 A chichá é uma bela árvore, principalmente quando se encontra em floração ou ainda quando ostenta seus vistosos frutos de intenso vermelho, que se abrem ainda na copa, liberando as sementes. Entretanto, as flores, que, de uma forma geral, são associadas a odores agradáveis no imaginário popular, no caso da chichá, descumprem essa tendência, exalando um mau cheiro, semelhante ao de matéria orgânica em decomposição. A Sterculia foetida, que tem essa particularidade revelada em sua nomenclatura científica, nos mostra que também a natureza pode ser feita de contradições, e o belo nem sempre é plenamente interessante a todos os sentidos. Neste momento, a chichá encontra-se ainda em floração, mas já iniciando a etapa seguinte, com o aparecimento de seus frutos.



domingo, 7 de julho de 2013

Árvore da mata

 O outono se foi e com ele a floração do embiruçu-da-mata, que encantou os cariocas com sua forma particular, exibindo longos estames brancos que reluzem com a luz intensa da estação. Originária das matas de alguns estados brasileiros, inclusive o Rio de Janeiro, é um exemplo da valorização da flora nativa pelo paisagista Roberto Burle Marx.



A árvore da foto encontra-se no Parque do Flamengo e foi destaque na coluna do Ancelmo Gois no início de junho, quando clicamos as últimas flores que ainda se destacavam pela ausência temporária de folhas em sua copa. O comentário de várias pessoas a partir do artigo foi justamente o aspecto singular e pouco comum da flor. O seu nome científico é Pseudobombax grandiflorum e pertence à mesma família de algumas espécies mais comuns na arborização de nossas ruas: a paineira e a munguba. O embiruçu-da-mata, entretanto, é mais raro na paisagem da cidade. Apesar de não ser indicado para arborização de ruas, poderíamos tê-lo mais presente em nossas praças e parques.

domingo, 23 de junho de 2013

Árvore-das-orquídeas

Nossa árvore de destaque da semana tem mostrado suas flores em tons rosa durante todo o outono, em vários locais de nossa cidade. Mas, atenção - não levem seu nome ao pé da letra! As reais orquídeas pertencem a um grupo de plantas com características bem diferentes das árvores. O nome pelo qual esta árvore é conhecida é devido à semelhança de suas flores com as das orquídeas, apresentando uma de suas pétalas com uma coloração diferenciada – tons purpúreos em seu centro -, dispondo-se ainda num arranjo similar. Ela também é conhecida como pata-de-vaca , em função de outra característica morfológica: suas folhas apresentam um recorte na extremidade terminando em duas pontas, numa forma similar à de cascos de vaca.




Sua espécie - Bauhinia blakeana - é um híbrido originário de Hong Kong, e foi introduzida no Brasil por Roberto Burle Marx, que a utilizou em projetos paisagísticos como o Parque do Flamengo e a Praia de Botafogo.  Desde então, tornou-se bastante usual na paisagem carioca, adequando-se bem ao nosso clima e ao paisagismo urbano. Sua floração acontece durante vários meses do ano, sendo mais intensa durante o outono e início do inverno. O exemplar da foto encontra-se na Praia de Botafogo.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Verde e Azul

Eis aqui uma bela combinação na paisagem: vegetação e água, dois elementos naturais que nos fazem lembrar que nossas cidades também são natureza. A conjunção de verde e azul é um dos motivos pelos quais a paisagem da Av. Visconde de Albuquerque, no Leblon, é tão especial. Esta composição tem sido frequentemente citada por entrevistados em nossa pesquisa como uma paisagem carioca que se destaca pelo seu forte impacto visual.



Os tons de verde são trazidos pela figueira religiosa (Ficus religiosa), originária da Índia e 
introduzida em ares brasileiros no século XIX pelo paisagista francês Auguste Glaziou. O  porte imponente e a robustez do seu tronco contrastam com a delicadeza das folhas, facilmente identificáveis pela forma pontiaguda de seu ápice.

A componente azul vem do canal e nos faz devanear sobre a força essencial da água para a 
vida. Mas, em seguida, nos damos conta do descaso que nossa cidade enfrenta com a poluição de suas águas urbanas, gerando comprometimento do aspecto ambiental de suas paisagens e perda de qualidade de vida de seus habitantes!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Paineira-das-escarpas



   
Estamos retomando as postagens do blog Árvores Cariocas após alguns meses afastados. A árvore escolhida para o nosso retorno é muito especial (perdão, temos consciência que falamos isso para diversas espécies – mas isso é algo compreensível entre amantes de árvores...). A paineira-das-escarpas não é muito conhecida pela população, mas pertence à família de espécie bastante popular – a paineira, que já foi destaque em nosso blog – e é do mesmo gênero da sumaúma, espécie originária da Amazônia (futuramente faremos um post sobre ela)
     A Ceiba erianthos tem uma estrutura espraiada, com copa que se desenvolve predominantemente no sentido horizontal, de porte baixo. Destaca-se pela presença massiva de espinhos em seus galhos, e pelas suas flores brancas com centro carmim, que despertam nosso sentido tátil  com sua superfície aveludada, em função da existência de curtos pelos. No interior do fruto, as sementes são envolvidas por uma espécie de paina, como acontece também com as paineiras.
     A paineira-das-escarpas, que ocorre em formações rochosas litorâneas de alguns estados, inclusive Rio de Janeiro, foi introduzida em paisagismo por Roberto Burle Marx, reforçando a característica desse paisagista de valorizar espécies brasileiras, de diferentes ecossistemas. O exemplar da foto, que floresce no outono como as paineiras, encontra-se na Praia de Botafogo, no trecho que faz transição com o Parque do Flamengo.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Sibipiruna


A Sibipiruna - Caesalpinia pluviosa - representa majestosamente nos espaços livres cariocas a Mata Atlântica do Rio de Janeiro, de onde é originária. Bem adaptada às condições urbanas, é uma ótima opção para o paisagismo de nossa cidade, que pode explorar seu porte esguio e sua copa em forma de cálice, gerando delicada sombra. Sua inflorênscia decora a parte superior da copa durante a primavera, dando uma aparência de que flocos amarelos se depositam sobre ela.

A árvore da foto, do nosso acervo de 2009, se localiza numa calçada do bairro do Cosme Velho em situação pouco favorável ao seu desenvolvimento, como, infelizmente, não é raro encontrar nossas árvores cariocas, conflitando com a marquise da edificação e com a fiação aérea. Apesar desse embate travado por nossa heroína, ela desempenha bravamente seu papel urbano, seguindo, entretanto, com algumas deformações de sua estrutura, como o tronco tortuoso, normalmente ereto. Na segunda foto, detalhe da copa e suas flores.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Presença Feminina na Paisagem


Esta árvore rosa colore a paisagem carioca recentemente, conhecida como pau-de-formiga, é uma planta dioica, ou seja, apresenta flores com sexos separados e em indivíduos diferentes - exemplares somente com flores femininas e exemplares somente com flores masculinas. Os paus-de-formiga que exibem as flores maiores e mais vistosas em tons rosados são exemplares femininos, enquanto os masculinos dispõem de flores mais discretas na cor creme. Esse detalhe nos faz lembrar o saudoso Prof. Luiz Emygdio de Mello Filho, botânico que integrou a equipe multidisciplinar responsável pelo projeto do Parque do Flamengo. Em sua visão poética da paisagem e da botânica, costumava dizer que essa espécie corroborava sua visão da superioridade da beleza feminina.

  
O pau-de-formiga, cujo nome científico é Triplaris americana, apresenta estrutura colunar, se destacando verticalmente na paisagem e convidando nossos olhares para o alto. As fotos mostram um exemplar feminino, localizado no bairro do Jardim Botânico, e o detalhe de sua inflorescência.


terça-feira, 15 de maio de 2012

Delicadeza na Paisagem


Esta delicada árvore originária da África – Acacia seyal -, conhecida como árvore-da-goma-arábica ou pique-de-gazela, foi introduzida em paisagismo no Rio de Janeiro por Roberto Burle Marx, no projeto do Parque do Flamengo. Sua intrincada estrutura, composta de galhos finos, folíolos miúdos e pequenas flores esféricas amarelas, imprime um toque suave à paisagem, que ganha detalhes sutis como numa tela de pintura com inspirações impressionistas. Outra característica interessante desta espécie, que lhe fornece interessante apelo estético, é o tom avermelhado de seu tronco e ramos, que, com sua superfície rugosa, criam a ilusão de serem recobertos por uma camada de ferrugem.



Os exemplares das fotos são localizados nos jardins do Museu de Arte Moderna, no Parque do Flamengo, gerando um fundo harmonioso para a arquitetura de Afonso Eduardo Reidy. O conjunto das árvores, que têm em torno de cinco metros altura, apresenta um diferencial no local, com a presença dos ventos litorâneos, tombando seus galhos, às vezes até o chão, intensificando o movimento de seus ramos não lineares. Entretanto, para vermos a copa desta simpática árvore coberta por seus pompons amarelos, como aparecem nas fotos, temos que esperar até o início da primavera.



quinta-feira, 22 de março de 2012

Schefflera actinophylla


A Schefflera actinophylla, é uma espécie originária da Austrália que, pela sua estrutura diferenciada, se destaca na paisagem da cidade, principalmente na época de sua floração. Sua copa em forma de cálice, com grandes folhas digitadas, é coroada por espessos filamentos cor de sangue, que compõem sua floração e que acrescentam sinuosidade e movimento para sua silhueta. Belos conjuntos desta espécie podem ser apreciados no Parque do Flamengo, como o da foto abaixo, próximo à Praça Cuauhtémoque.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Jacaré no Parque

Sim, vamos continuar falando de árvores, apesar do título estranho. Jacaré é o mais conhecido nome popular para a espécie Chloroleucum tortum; Bom, é bem mais simples mesmo falarmos Jacaré... Seu tronco chama atenção pelas manchas mescladas em tons de marrom e cinza, em função da escamação de sua camada externa. O seu nome científico indica uma característica marcante da espécie: seu tronco é retorcido, favorecendo um aspecto extremamente escultural da árvore. Essa árvore, originária de restingas do Estado do Rio de Janeiro, foi introduzida pela primeira vez em paisagismo no Projeto do Parque do Flamengo, por Roberto Burle Marx, através da indicação do botânico que também participou do projeto, Luiz Emygdio de Mello Filho.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Bairro Verde


Este belo conjunto é um dos mais representativos exemplos de árvores que se destacam na cena carioca: são exemplares de tamarindeiros dispostos pelo canteiro central de algumas ruas do Grajaú, configurando um interessante traço na paisagem do bairro. Esses exemplares são tombados por decreto municipal, reiterando a sua importância para o Rio de Janeiro e sua população. Sua espécie - Tamarindus indica – é originária da África Tropical e da Índia.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Rainha das Flores


O nome popular desta árvore é sugestivo. Indica um de seus maiores atributos: a bela floração de cor avermelhada que pende de sua copa. Entretanto, seu encanto não para por aí: sua estrutura é ao mesmo tempo delicada e robusta, revelando uma copa na qual os galhos se estendem para o lado, e suas folhas parecem combinar um único alinhamento. O tom escurecido de seu tronco contrasta com o verde vivo de suas folhas. O exemplar da foto se encontra no Alto da Boa Vista, nas imediações da Praça Afonso Viseu. Outro belo exemplar desta árvore (Amherstia nobilis), que é originária da Índia e Birmânia, pode ser apreciado no Sítio Roberto Burle Marx, lugar precioso de nossa cidade, que sempre vale uma visita. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Cássia-rosa


Estamos no ultimo mês para observar a incrível floração da Cássia-rosa (Cassia grandis), que começou no final de agosto.

É uma árvore genuinamente brasileira, nativa da região Amazônica. Atinge de 15 a 20m de altura e seus frutos podem chegar a pesar 1Kg, o que traz algumas limitações para sua utilização urbana, apesar de ser extremamente ornamental, pelo seu porte elegante e delicadeza da copa e floração.

Vemos vários exemplares desta espécie pelo Rio de Janeiro, que este ano parece ter florido em sua plenitude, destacando-se na paisagem carioca. É encontrada, entre outros locais, no Passeio Publico e no Aterro do Flamengo. O exemplar da foto encontra-se na Ilha do Fundão.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Figueira-religiosa

Originária da Índia, a Figueira-religiosa (Ficus religiosa), foi introduzida no Brasil pelo paisagista francês Glaziou, na segunda metade do século XIX. A árvore impressiona pelo tamanho, que pode chegar a 30m de altura, mas também pelas esculturas formadas pelas suas raízes adventícias. Na cultura budista é considerada uma árvore sagrada, tendo sido sob sua copa que Buda descobriu os segredos da vida.
Apesar de exótica, a espécie se aclimatou bem por aqui, sendo encontrada em vários pontos na cidade. Um conjunto de destaque encontra-se na Rua Santa Luzia, no Centro, em frente à Santa Casa de Misericórdia. As mudas foram plantadas em novembro de 1873, pelo botânico Francisco freire Alemão.


Conjunto de figueiras na Rua Santa Luzia, Centro.


Detalhe do tronco das Figueiras.