Estamos retomando as postagens do blog Árvores Cariocas após alguns meses afastados. A árvore escolhida para o nosso retorno é muito especial (perdão, temos consciência que falamos isso para diversas espécies – mas isso é algo compreensível entre amantes de árvores...). A paineira-das-escarpas não é muito conhecida pela população, mas pertence à família de espécie bastante popular – a paineira, que já foi destaque em nosso blog – e é do mesmo gênero da sumaúma, espécie originária da Amazônia (futuramente faremos um post sobre ela)
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Paineira-das-escarpas
Estamos retomando as postagens do blog Árvores Cariocas após alguns meses afastados. A árvore escolhida para o nosso retorno é muito especial (perdão, temos consciência que falamos isso para diversas espécies – mas isso é algo compreensível entre amantes de árvores...). A paineira-das-escarpas não é muito conhecida pela população, mas pertence à família de espécie bastante popular – a paineira, que já foi destaque em nosso blog – e é do mesmo gênero da sumaúma, espécie originária da Amazônia (futuramente faremos um post sobre ela)
A Ceiba erianthos
tem uma estrutura espraiada, com copa que se desenvolve predominantemente no
sentido horizontal, de porte baixo. Destaca-se pela presença massiva de
espinhos em seus galhos, e pelas suas flores brancas com centro carmim, que despertam
nosso sentido tátil com sua superfície
aveludada, em função da existência de curtos pelos. No interior do fruto, as
sementes são envolvidas por uma espécie de paina, como acontece também com as
paineiras.
A paineira-das-escarpas, que ocorre em formações rochosas
litorâneas de alguns estados, inclusive Rio de Janeiro, foi introduzida em
paisagismo por Roberto Burle Marx, reforçando a característica desse paisagista
de valorizar espécies brasileiras, de diferentes ecossistemas. O exemplar da
foto, que floresce no outono como as paineiras, encontra-se na Praia de
Botafogo, no trecho que faz transição com o Parque do Flamengo.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Sibipiruna
A Sibipiruna - Caesalpinia pluviosa - representa majestosamente nos espaços livres cariocas a Mata Atlântica do Rio de Janeiro, de onde é originária. Bem adaptada às condições urbanas, é uma ótima opção para o paisagismo de nossa cidade, que pode explorar seu porte esguio e sua copa em forma de cálice, gerando delicada sombra. Sua inflorênscia decora a parte superior da copa durante a primavera, dando uma aparência de que flocos amarelos se depositam sobre ela.
A árvore da foto, do nosso acervo de 2009, se localiza numa calçada do bairro do Cosme Velho em situação pouco favorável ao seu desenvolvimento, como, infelizmente, não é raro encontrar nossas árvores cariocas, conflitando com a marquise da edificação e com a fiação aérea. Apesar desse embate travado por nossa heroína, ela desempenha bravamente seu papel urbano, seguindo, entretanto, com algumas deformações de sua estrutura, como o tronco tortuoso, normalmente ereto. Na segunda foto, detalhe da copa e suas flores.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Presença Feminina na Paisagem
Esta árvore rosa colore a paisagem carioca
recentemente, conhecida como pau-de-formiga, é uma planta dioica, ou seja,
apresenta flores com sexos separados e em indivíduos diferentes - exemplares
somente com flores femininas e exemplares somente com flores masculinas. Os paus-de-formiga
que exibem as flores maiores e mais vistosas em tons rosados são exemplares femininos,
enquanto os masculinos dispõem de flores mais discretas na cor creme. Esse
detalhe nos faz lembrar o saudoso Prof. Luiz Emygdio de Mello Filho, botânico
que integrou a equipe multidisciplinar responsável pelo projeto do Parque do
Flamengo. Em sua visão poética da paisagem e da botânica, costumava dizer que essa
espécie corroborava sua visão da superioridade da beleza feminina.
O pau-de-formiga, cujo nome científico é Triplaris americana, apresenta estrutura colunar, se destacando verticalmente na paisagem e convidando nossos olhares para o alto. As fotos mostram um exemplar feminino, localizado no bairro do Jardim Botânico, e o detalhe de sua inflorescência.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Delicadeza na Paisagem
Esta delicada árvore originária da África – Acacia seyal -, conhecida como árvore-da-goma-arábica ou pique-de-gazela, foi introduzida em paisagismo no Rio de Janeiro por Roberto Burle Marx, no projeto do Parque do Flamengo. Sua intrincada estrutura, composta de galhos finos, folíolos miúdos e pequenas flores esféricas amarelas, imprime um toque suave à paisagem, que ganha detalhes sutis como numa tela de pintura com inspirações impressionistas. Outra característica interessante desta espécie, que lhe fornece interessante apelo estético, é o tom avermelhado de seu tronco e ramos, que, com sua superfície rugosa, criam a ilusão de serem recobertos por uma camada de ferrugem.
Os exemplares das fotos são localizados nos jardins do Museu de Arte Moderna, no Parque do Flamengo, gerando um fundo harmonioso para a arquitetura de Afonso Eduardo Reidy. O conjunto das árvores, que têm em torno de cinco metros altura, apresenta um diferencial no local, com a presença dos ventos litorâneos, tombando seus galhos, às vezes até o chão, intensificando o movimento de seus ramos não lineares. Entretanto, para vermos a copa desta simpática árvore coberta por seus pompons amarelos, como aparecem nas fotos, temos que esperar até o início da primavera.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Schefflera actinophylla
A Schefflera actinophylla, é uma espécie originária da Austrália que, pela sua estrutura diferenciada, se destaca na paisagem da cidade, principalmente na época de sua floração. Sua copa em forma de cálice, com grandes folhas digitadas, é coroada por espessos filamentos cor de sangue, que compõem sua floração e que acrescentam sinuosidade e movimento para sua silhueta. Belos conjuntos desta espécie podem ser apreciados no Parque do Flamengo, como o da foto abaixo, próximo à Praça Cuauhtémoque.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Jacaré no Parque
Sim, vamos continuar falando de árvores, apesar do título estranho. Jacaré é o mais conhecido nome popular para a espécie Chloroleucum tortum; Bom, é bem mais simples mesmo falarmos Jacaré... Seu tronco chama atenção pelas manchas mescladas em tons de marrom e cinza, em função da escamação de sua camada externa. O seu nome científico indica uma característica marcante da espécie: seu tronco é retorcido, favorecendo um aspecto extremamente escultural da árvore. Essa árvore, originária de restingas do Estado do Rio de Janeiro, foi introduzida pela primeira vez em paisagismo no Projeto do Parque do Flamengo, por Roberto Burle Marx, através da indicação do botânico que também participou do projeto, Luiz Emygdio de Mello Filho.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Bairro Verde
Este belo conjunto é um dos mais representativos exemplos de árvores que se destacam na cena carioca: são exemplares de tamarindeiros dispostos pelo canteiro central de algumas ruas do Grajaú, configurando um interessante traço na paisagem do bairro. Esses exemplares são tombados por decreto municipal, reiterando a sua importância para o Rio de Janeiro e sua população. Sua espécie - Tamarindus indica – é originária da África Tropical e da Índia.
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