terça-feira, 15 de maio de 2012
Delicadeza na Paisagem
Esta delicada árvore originária da África – Acacia seyal -, conhecida como árvore-da-goma-arábica ou pique-de-gazela, foi introduzida em paisagismo no Rio de Janeiro por Roberto Burle Marx, no projeto do Parque do Flamengo. Sua intrincada estrutura, composta de galhos finos, folíolos miúdos e pequenas flores esféricas amarelas, imprime um toque suave à paisagem, que ganha detalhes sutis como numa tela de pintura com inspirações impressionistas. Outra característica interessante desta espécie, que lhe fornece interessante apelo estético, é o tom avermelhado de seu tronco e ramos, que, com sua superfície rugosa, criam a ilusão de serem recobertos por uma camada de ferrugem.
Os exemplares das fotos são localizados nos jardins do Museu de Arte Moderna, no Parque do Flamengo, gerando um fundo harmonioso para a arquitetura de Afonso Eduardo Reidy. O conjunto das árvores, que têm em torno de cinco metros altura, apresenta um diferencial no local, com a presença dos ventos litorâneos, tombando seus galhos, às vezes até o chão, intensificando o movimento de seus ramos não lineares. Entretanto, para vermos a copa desta simpática árvore coberta por seus pompons amarelos, como aparecem nas fotos, temos que esperar até o início da primavera.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Schefflera actinophylla
A Schefflera actinophylla, é uma espécie originária da Austrália que, pela sua estrutura diferenciada, se destaca na paisagem da cidade, principalmente na época de sua floração. Sua copa em forma de cálice, com grandes folhas digitadas, é coroada por espessos filamentos cor de sangue, que compõem sua floração e que acrescentam sinuosidade e movimento para sua silhueta. Belos conjuntos desta espécie podem ser apreciados no Parque do Flamengo, como o da foto abaixo, próximo à Praça Cuauhtémoque.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Jacaré no Parque
Sim, vamos continuar falando de árvores, apesar do título estranho. Jacaré é o mais conhecido nome popular para a espécie Chloroleucum tortum; Bom, é bem mais simples mesmo falarmos Jacaré... Seu tronco chama atenção pelas manchas mescladas em tons de marrom e cinza, em função da escamação de sua camada externa. O seu nome científico indica uma característica marcante da espécie: seu tronco é retorcido, favorecendo um aspecto extremamente escultural da árvore. Essa árvore, originária de restingas do Estado do Rio de Janeiro, foi introduzida pela primeira vez em paisagismo no Projeto do Parque do Flamengo, por Roberto Burle Marx, através da indicação do botânico que também participou do projeto, Luiz Emygdio de Mello Filho.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Bairro Verde
Este belo conjunto é um dos mais representativos exemplos de árvores que se destacam na cena carioca: são exemplares de tamarindeiros dispostos pelo canteiro central de algumas ruas do Grajaú, configurando um interessante traço na paisagem do bairro. Esses exemplares são tombados por decreto municipal, reiterando a sua importância para o Rio de Janeiro e sua população. Sua espécie - Tamarindus indica – é originária da África Tropical e da Índia.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Rainha das Flores
O nome popular desta árvore é sugestivo. Indica um de seus maiores atributos: a bela floração de cor avermelhada que pende de sua copa. Entretanto, seu encanto não para por aí: sua estrutura é ao mesmo tempo delicada e robusta, revelando uma copa na qual os galhos se estendem para o lado, e suas folhas parecem combinar um único alinhamento. O tom escurecido de seu tronco contrasta com o verde vivo de suas folhas. O exemplar da foto se encontra no Alto da Boa Vista, nas imediações da Praça Afonso Viseu. Outro belo exemplar desta árvore (Amherstia nobilis), que é originária da Índia e Birmânia, pode ser apreciado no Sítio Roberto Burle Marx, lugar precioso de nossa cidade, que sempre vale uma visita.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Cássia-rosa
É uma árvore genuinamente brasileira, nativa da região Amazônica. Atinge de 15 a 20m de altura e seus frutos podem chegar a pesar 1Kg, o que traz algumas limitações para sua utilização urbana, apesar de ser extremamente ornamental, pelo seu porte elegante e delicadeza da copa e floração.
Vemos vários exemplares desta espécie pelo Rio de Janeiro, que este ano parece ter florido em sua plenitude, destacando-se na paisagem carioca. É encontrada, entre outros locais, no Passeio Publico e no Aterro do Flamengo. O exemplar da foto encontra-se na Ilha do Fundão.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Figueira-religiosa
Originária da Índia, a Figueira-religiosa (Ficus religiosa), foi introduzida no Brasil pelo paisagista francês Glaziou, na segunda metade do século XIX. A árvore impressiona pelo tamanho, que pode chegar a 30m de altura, mas também pelas esculturas formadas pelas suas raízes adventícias. Na cultura budista é considerada uma árvore sagrada, tendo sido sob sua copa que Buda descobriu os segredos da vida.
Apesar de exótica, a espécie se aclimatou bem por aqui, sendo encontrada em vários pontos na cidade. Um conjunto de destaque encontra-se na Rua Santa Luzia, no Centro, em frente à Santa Casa de Misericórdia. As mudas foram plantadas em novembro de 1873, pelo botânico Francisco freire Alemão.
Apesar de exótica, a espécie se aclimatou bem por aqui, sendo encontrada em vários pontos na cidade. Um conjunto de destaque encontra-se na Rua Santa Luzia, no Centro, em frente à Santa Casa de Misericórdia. As mudas foram plantadas em novembro de 1873, pelo botânico Francisco freire Alemão.
Conjunto de figueiras na Rua Santa Luzia, Centro.
Detalhe do tronco das Figueiras.
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