quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
Jambeiro
O jambeiro é uma daquelas árvores que congregam o prazer de vários sentidos: além da beleza de seu porte e de suas flores de cor rosa intenso, seus frutos são bem saborosos fazendo a alegria do paladar. Como várias frutíferas que temos por aqui, o jambeiro, também conhecido como jambo-vermelho, não é nativo do Brasil, ele é originário da Polinésia, mas já está conosco há muito tempo e é bem adaptado a várias regiões de nosso país. O exemplar da foto encontra-se numa rua do bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro.
A espécie - Syzygium malaccence - pertence à família das Myrtaceas e apresenta uma beleza a mais. Quando florida, suas flores ao caírem, desfazem-se, cobrindo o chão de estames que compõem um verdadeiro tapete sob sua copa frondosa. Agora em janeiro, vale observar se temos jambeiros por perto, porque está na época de seus deliciosos frutos!
(há também uma outra espécie similar, o jambo-branco)
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Tipuana
A Tipuana tipu é árvore de grande porte,
que produz sombra agradável e flores amarelas que, apesar de delicadas, são bem
vistosas. Na época de sua floração, a coloração verde intenso de sua copa é
salpicada por manchas amarelas, graças à profusão e aglomeração de suas flores,
tornando-a ainda mais ornamental.
Durante algum
tempo, encontravam-se algumas referências que afirmavam que a tipuana seria
nativa da flora brasileira. Entretanto, hoje se sabe que ela é mesmo originária
da Bolívia e do norte da Argentina – chegando, provavelmente, bem pertinho de
nossas divisas. Ela é frequentemente utilizada na arborização urbana do sul do
Brasil, mas também se encontra muito bem adaptada em nossa paisagem carioca.
O exemplar da
foto compõe conjunto significativo no Largo dos Leões, no Humaitá, criando uma
ambiência bela e agradável no local, comprovando sua adequação para o uso em
áreas públicas da cidade como praças, parques e ruas. A foto em detalhe de sua copa
nos permite admirar suas flores um pouco mais de perto.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Ipês, ainda e sempre...
Bem,
isto mesmo! É com muita alegria e orgulho - trata-se de outra espécie da flora
brasileira... - que retornamos aos ipês! Em publicações anteriores, passeamos
pela escala cromática que eles festivamente promovem na cena carioca, e agora,
chamamos a atenção para a impactante floração do ipê-branco. Como ocorre com
várias florações intensas, esta também apresenta um caráter transitório. Recomenda-se,
portanto, não adiar a apreciação de um exemplar em flor, deixando para o dia ou
semana seguinte, pois ele poderá não estar mais em seu auge.
Esta
espécie - Tabebuia roseoalba - vem fechar, e com chave de ouro, a
“temporada de ipês”, que começou no inverno, alternando na paisagem, durante
este período, cores variadas como rosa, roxo e amarelo. Com porte médio a grande (chega a em torno de
10 metros de altura), mas esguio, esta árvore tem flores brancas, com leves
tons amarelados em seu interior, como mostra o detalhe da foto, ocorrendo
naturalmente nas matas de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul. O
ipê-branco em destaque, fotografado na Ilha do Fundão, é um exemplar jovem, e deverá
ainda crescer para atingir sua estrutura e porte característicos, mas já
apresenta uma bela floração.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Outubro Rosa
Com o mês de outubro
chegando ao fim, homenageamos o movimento mundial conhecido como Outubro Rosa, de
combate ao câncer de mama, de suma importância para o diagnóstico precoce e a conscientização
do cuidado com a saúde da mulher. A paisagem da cidade atuou como um cenário
perfeito para esta importante ação, contribuindo com colorações de rosa fornecidas
pela floração de diversas árvores urbanas, como se a natureza deixasse sua cota
de participação nesta nobre campanha. Cássias-rosa, ressaltadas em nossa última
publicação, sapucaias, extremosas e patas-de-vaca salpicaram a paisagem outonal
deste mês em variadas tonalidades desta cor, auxiliadas pelos ipês, protagonistas
deste post.
Depois do nativo, que
floresceu ainda no inverno, destacamos um ipê-rosa exótico, originário do
Caribe, mas que se apresenta bem adaptado aos ares de nossa cidade. A espécie
chama-se Tabebuia heterophylla sub pallida, e podemos distingui-la de
outras espécies de ipê-rosa ou roxo nativas, pelo tom esmaecido de suas flores.
O impacto menor da floração, no entanto, se dá menos em função de sua pálida tonalidade,
que pelo fato dela apresentar, frequentemente, uma perda parcial de folhas,
diferentemente da maior parte das espécies de ipê, que são mais chamativas por
coincidir sua floração com a época da queda total de suas folhas, o que faz com
que as copas assumam totalmente a cor de suas flores neste período.
Esta espécie apresenta
uma boa resistência ao ar salino, o que indica sua adequação à área à beira mar
do Parque do Flamengo, local onde se encontram os exemplares fotografados . Na foto
de detalhe, vemos ainda o tom amarelado no centro da flor e seu formato tubular
característico.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Cássia-rosa, de novo!
Caros seguidores de nosso blog, não foi possível evitar!
Sabemos o que pode significar fazermos o terceiro post de uma mesma espécie em
nosso blog, desde sua criação. Assumimos que, desta forma, estaremos amplamente
suscetíveis a amáveis críticas de estarmos sendo parciais em nossa observação
das árvores pela cidade do Rio de Janeiro. E... bem, não poderemos negar!
Mas, em nossa defesa virão, certamente, não apenas aqueles que
compartilham de nossa paixão assumida, mas também, aqueles que se deram repentinamente
conta da imponente e ao mesmo tempo, delicada árvore que habita seu espaço
cotidiano, ou ainda, aqueles que se surpreenderam com a bela árvore, numa nova experiência
arborescente. Preferimos correr o risco de nos tornarmos repetitivos, mas esperamos
estar contribuindo ainda, para a descoberta de alguns. Como no ano passado, a
floração das cássias-rosa este ano parece estar especialmente luminosa. Assim,
fica difícil não termos nossos olhares atraídos pelos tons chamativos de um rosa
suave, que, nesta estranha contradição, compõem uma forma majestosa de copa.
terça-feira, 20 de maio de 2014
Figueiras monumentais
Um destaque na paisagem urbana são as árvores monumentais, muitas
vezes centenárias, que impactam a cidade com suas formas exuberantes, troncos
robustos e galhos penetrantes. O Rio de Janeiro possui muitas árvores com estas
características. Elas devem ser “descobertas” e valorizadas, para que sejam
preservadas. São árvores que merecem cuidados especiais, pelo acúmulo de tempo que
sua grande estrutura denuncia. São testemunhas da paisagem e suas
transformações, fazem parte da história da cidade.
Várias espécies de figueiras são árvores de grande porte, que quase sempre, quando mais antigas, tornam-se monumentais. O destaque de nosso post é uma Ficus religiosa, situada na rua Corcovado, no Jardim Botânico. Ela compõe um espaço peculiar e convidativo sob sua copa, um verdadeiro convite para desfrutá-la. É quase impossível apreciá-la sem imaginar como deveria ser o espaço a sua volta há décadas atrás... E você, já reparou em alguma árvore monumental na nossa cidade? Escreva para a gente, quem sabe ela não vira um post aqui no nosso blog?
Várias espécies de figueiras são árvores de grande porte, que quase sempre, quando mais antigas, tornam-se monumentais. O destaque de nosso post é uma Ficus religiosa, situada na rua Corcovado, no Jardim Botânico. Ela compõe um espaço peculiar e convidativo sob sua copa, um verdadeiro convite para desfrutá-la. É quase impossível apreciá-la sem imaginar como deveria ser o espaço a sua volta há décadas atrás... E você, já reparou em alguma árvore monumental na nossa cidade? Escreva para a gente, quem sabe ela não vira um post aqui no nosso blog?
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Quaresmeira
Alguns dias depois da Páscoa, trazemos como destaque em
nosso blog, não por acaso, uma árvore
muito especial de nossa flora
brasileira: a Tibouchina granulosa.
Seu nome popular – Quaresmeira - nos indica uma de suas características mais marcantes,
que é a época em que exibe suas flores roxas, em grande profusão, remetendo ao período
religioso cristão da Quaresma, compreendido entre o Carnaval e a Páscoa.
As árvores, como símbolos poderosos, são constantemente
escolhidas para a representação de fatos, pessoas, sentimentos e épocas do ano,
contribuindo para isso suas características de longevidade, ritmo cíclico, elemento
da natureza e verticalidade, entre tantas outras, como ressaltamos no livro Poética das Árvores Urbanas. A floração
da Quaresmeira, além de marcar a paisagem em uma determinada época, traz as
referências da esperança do renascimento, com sua intensa floração.
Apesar de ser uma árvore relativamente conhecida pelas
pessoas e de vicejar naturalmente nas florestas fluminenses, vemos pouco a sua
utilização nos espaços públicos de nossa cidade. Entretanto, as manchas roxas que
surgem na Mata Atlântica de parte do sudeste brasileiro, na Quaresma, sinalizam
a presença desta encantadora árvore.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Árvore Cotonete
Esta arvoreta costuma chamar atenção pela forma particular
de suas flores, que, quando em botão, lembram... cotonetes, como seu nome
popular bem aponta. A espécie é do gênero Clerodendron
(Clerodendron quadriloculare), o
mesmo de algumas trepadeiras frequentemente utilizadas em paisagismo como a
lágrima-de-cristo e o clerodendro vermelho. Já a cotonete, não é muito comum de ser vista
pela cidade.
Originária das Filipinas, tem porte pequeno, podendo chegar
a aproximadamente 6 metros. Há um belo exemplar desta espécie no Sítio Roberto
Burle Marx, em Barra de Guaratiba, bem desenvolvido. As imagens de nosso post são de uma árvore na rua Prof.
Álvaro Rodrigues, em Botafogo, ainda em crescimento. Sua época de floração é indicada
para os meses de inverno, mas, no final da primavera, quando foram feitas as
fotos, ela ainda se apresentava bem florida. Filipinas, tema cidade.
frequentemente
utilizadas em paisagismo como a l
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Pitangueiras no Parque
Estamos de volta ao nosso blog, depois de um período de
férias, e escolhemos uma árvore muito especial e – deliciosa! – para o nosso
retorno. É a bela e saborosa – graças a seu fruto – pitangueira! A árvore é de
pequeno porte, com galhos e troncos finos e estrutura bastante ramificada. Suas
flores são brancas e delicadas, pouco chamativas, mas as pitangas, além do sabor,
têm uma aparência muito interessante, com seus pequenos gomos e sua cor, que
vai de tons de magenta a vermelho intenso, com a qual se apresentam quando
estão mais maduras.
A pitangueira é uma espécie brasileira, nativa de restinga,
ecossistema de áreas próximas ao litoral. Em locais como Paraty e Angra dos
Reis, com suas inúmeras ilhas, é possível encontrar grandes extensões cobertas
por florestas de pitangueiras, oferecendo um oásis aos seus visitantes, com
agradável sombra e festa para os sentidos: é maravilhoso passar pela praia, em
direção ao interior da ilha, sentindo a textura das frutas, e, quando bem
vermelhinhas, poder experimentar seu sabor particular.
As fotos são de um conjunto no Parque do Flamengo, trazendo
a discussão sobre o emprego de árvores frutíferas em projetos de arborização
urbana pública, defendido por muitos e contestado por alguns. O exemplo mostra
o quanto interessante pode ser esta utilização, desde que observadas as condições
que são definidas para o projeto, e o
quanto pode ser enriquecedor para a paisagem, dando aos usuários do parque
também uma possibilidade de deleite gustativo, explorando a diversidade das
propriedades vegetais.
Entretanto, no Parque do Flamengo, é raro encontrarmos pitangueiras
carregadas de frutos maduros, retirados em grandes quantidades por poucos
usuários, muitas vezes antes de estarem maduros, desvirtuando as intenções do
paisagista autor do projeto, Roberto Burle Marx, de explorar de forma lúdica a degustação
das frutíferas ao longo do parque - o que é uma pena!
domingo, 20 de outubro de 2013
De novo em foco
Não resistimos, e elegemos para falar aqui mais uma vez da Cassia grandis, que já foi destaque há algum tempo em nosso blog. É que este ano sua floração está particularmente bela, com exemplares magníficos por toda a cidade.
Às vezes temos esta impressão - em certos anos, algumas espécies florescem com mais intensidade, ultrapassando todos os esforços para alcançar a mais impactante beleza. Será só impressão? Se isso realmente ocorre, podemos dizer que este ano está sendo especial para a cássia rosa, como também é conhecida esta espécie originária da Amazônia.
A árvore da foto encontra-se nos jardins da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, na Ilha do Fundão, projetados pelo paisagista Roberto Burle Marx. Além de sua floração, também se destaca a estrutura deste exemplar, que teve espaço livre para se desenvolver em sua plenitude.
Às vezes temos esta impressão - em certos anos, algumas espécies florescem com mais intensidade, ultrapassando todos os esforços para alcançar a mais impactante beleza. Será só impressão? Se isso realmente ocorre, podemos dizer que este ano está sendo especial para a cássia rosa, como também é conhecida esta espécie originária da Amazônia.
A árvore da foto encontra-se nos jardins da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, na Ilha do Fundão, projetados pelo paisagista Roberto Burle Marx. Além de sua floração, também se destaca a estrutura deste exemplar, que teve espaço livre para se desenvolver em sua plenitude.
domingo, 15 de setembro de 2013
Flores invernais
Mais uma linda árvore colore nossa cidade com flores nesta estação. Os mulungus se destacam como espécies que florescem no inverno, assim como os ipês, focos do post anterior. São conhecidas com este nome diferentes espécies pertencentes ao gênero Erythrina, entre as quais várias são naturais de diversas regiões do Brasil.
A espécie que ilustra nosso post é a Erythrina speciosa, conhecida também como candelabro, nome claramente compreendido quando vemos a foto de suas flores, que não deixam dúvida sobre a sugestiva associação ao referido objeto. O candelabro é originário da Floresta Atlântica, com ocorrência em vários estados, inclusive no Rio de Janeiro.
A primeira foto mostra um exemplar em contraste com a arquitetura impactante do Museu de Arte Moderna, no Parque do Flamengo. A foto debaixo é um bônus do nosso post, que não resistimos em apresentar, apesar de não ser no Rio de Janeiro, e sim na região de S. José do Barreiro, no estado de São Paulo. Entremeada aos galhos do candelabro, localizado na beira de uma estrada, provavelmente em seu estado natural, aparece uma bougainvílea, espécie que existe com grande variedade de cores, com um tom exatamente igual à flor do candelabro, um laranja incandescente. A coincidência desta associação é impressionante, provocando um belo espetáculo.
A espécie que ilustra nosso post é a Erythrina speciosa, conhecida também como candelabro, nome claramente compreendido quando vemos a foto de suas flores, que não deixam dúvida sobre a sugestiva associação ao referido objeto. O candelabro é originário da Floresta Atlântica, com ocorrência em vários estados, inclusive no Rio de Janeiro.
A primeira foto mostra um exemplar em contraste com a arquitetura impactante do Museu de Arte Moderna, no Parque do Flamengo. A foto debaixo é um bônus do nosso post, que não resistimos em apresentar, apesar de não ser no Rio de Janeiro, e sim na região de S. José do Barreiro, no estado de São Paulo. Entremeada aos galhos do candelabro, localizado na beira de uma estrada, provavelmente em seu estado natural, aparece uma bougainvílea, espécie que existe com grande variedade de cores, com um tom exatamente igual à flor do candelabro, um laranja incandescente. A coincidência desta associação é impressionante, provocando um belo espetáculo.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Ipês: estrelas da estação
Como diz a turma da coluna do Ancelmo Gois, do jornal O Globo, sempre sensível à natureza na cidade, está aberta a temporada de ipês! Assim como eles, nós não escondemos nossa paixão por estas lindas árvores, da mesma forma que um grande número de cariocas, muitas vezes sem saber, por esconhecer o seu nome.
Rosas, roxas, amarelas ou brancas, as florações dos ipês são uma festa para nossos olhos, nos meses de agosto e setembro. Pode-se dizer que o ipê é uma árvore bem brasileira, pois existem várias espécies que têm sua origem em nosso território, abrangendo diferentes regiões. O destaque de nossa foto é um ipê-rosa (Handroanthus impetiginosus), colorindo a paisagem da Lagoa, na rua Prof. Abelardo Lobo, logo ali na saída do Túnel Rebouças. A forma de esfera de sua inflorescência é de parar o trânsito! Se bem que por ali, o trânsito já costuma estar parado mesmo... Sorte nossa, então, de poder admirar esta beleza, melhorando os ânimos nos engarrafamentos!
Rosas, roxas, amarelas ou brancas, as florações dos ipês são uma festa para nossos olhos, nos meses de agosto e setembro. Pode-se dizer que o ipê é uma árvore bem brasileira, pois existem várias espécies que têm sua origem em nosso território, abrangendo diferentes regiões. O destaque de nossa foto é um ipê-rosa (Handroanthus impetiginosus), colorindo a paisagem da Lagoa, na rua Prof. Abelardo Lobo, logo ali na saída do Túnel Rebouças. A forma de esfera de sua inflorescência é de parar o trânsito! Se bem que por ali, o trânsito já costuma estar parado mesmo... Sorte nossa, então, de poder admirar esta beleza, melhorando os ânimos nos engarrafamentos!
domingo, 11 de agosto de 2013
Jasmim Escultural
O jasmim-manga é uma árvore que normalmente se destaca por suas belas e perfumadas flores. Neste post, entretanto, vamos chamar atenção para esta árvore no estado em que se encontra agora, no inverno, desprovida totalmente de flores e folhas, exibindo uma estética extremamente escultórica. Sem as folhas, revela-se a rica trama de seus grossos galhos compondo um desenho dinâmico. Roberto Burle Marx, nosso célebre paisagista, a utilizou em diversos projetos pela cidade, buscando potencializar na paisagem esta sua característica.
O jasmim-manga pertence ao gênero Plumeria e, dependendo da espécie ou variedade, pode
exibir flores amarelas, laranjas, rosas, vermelhas ou brancas. Originário das Antilhas, América Central e do Sul, suas flores são utilizadas para confecção de colares típicos no Havaí. O grupo da foto compõe o belo jardim de canteiros de seixos e monolitos em torno do MAM – Museu de Arte Moderna - no Parque do Flamengo. Em meio a esculturas produzidas pelo homem, dispersas pelo jardim, que remetem à ambiência artística do museu, o jasmim-manga contribui como uma verdadeira escultura natural.
O jasmim-manga pertence ao gênero Plumeria e, dependendo da espécie ou variedade, pode
exibir flores amarelas, laranjas, rosas, vermelhas ou brancas. Originário das Antilhas, América Central e do Sul, suas flores são utilizadas para confecção de colares típicos no Havaí. O grupo da foto compõe o belo jardim de canteiros de seixos e monolitos em torno do MAM – Museu de Arte Moderna - no Parque do Flamengo. Em meio a esculturas produzidas pelo homem, dispersas pelo jardim, que remetem à ambiência artística do museu, o jasmim-manga contribui como uma verdadeira escultura natural.
domingo, 28 de julho de 2013
Peregrinos, árvores e odores urbanos
Os peregrinos da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de
Janeiro, passaram por muitas das mais belas paisagens da cidade do Rio de
Janeiro: Parque do Flamengo, Enseada de Botafogo, e tantas outras, além da Praia
de Copacabana, palco de um dos maiores eventos realizados até hoje na nossa cidade
e que se estendeu por vários dias. E
nessas paisagens, muitas de nossas árvores cariocas, nativas e exóticas,
compuseram os cenários dos percursos dos peregrinos pela cidade. Uma delas é a chichá,
espécie originária da Índia e Malásia, que pode ser encontrada em diversos
locais da cidade, como o Parque do Flamengo ou a Av. Lauro Sodré, em Botafogo, local
onde fotografamos alguns exemplares, neste sábado, em meio à passagem de
religiosos que faziam a peregrinação da JMJ, saindo da Central do Brasil, em
direção à Praia de Copacabana.
A chichá é uma bela árvore, principalmente quando se
encontra em floração ou ainda quando ostenta seus vistosos frutos de intenso vermelho,
que se abrem ainda na copa, liberando as sementes. Entretanto, as flores, que, de
uma forma geral, são associadas a odores agradáveis no imaginário popular, no
caso da chichá, descumprem essa tendência, exalando um mau cheiro, semelhante ao
de matéria orgânica em decomposição. A Sterculia
foetida, que tem essa particularidade revelada em sua nomenclatura
científica, nos mostra que também a natureza pode ser feita de contradições, e
o belo nem sempre é plenamente interessante a todos os sentidos. Neste momento,
a chichá encontra-se ainda em floração, mas já iniciando a etapa seguinte, com
o aparecimento de seus frutos.
domingo, 7 de julho de 2013
Árvore da mata
O outono se foi e com ele a floração do embiruçu-da-mata, que encantou os cariocas com sua forma particular, exibindo longos estames brancos que reluzem com a luz intensa da estação. Originária das matas de alguns estados brasileiros, inclusive o Rio de Janeiro, é um exemplo da valorização da flora nativa pelo paisagista Roberto Burle Marx.
A árvore da foto encontra-se no Parque do Flamengo e foi destaque na coluna do Ancelmo Gois no início de junho, quando clicamos as últimas flores que ainda se destacavam pela ausência temporária de folhas em sua copa. O comentário de várias pessoas a partir do artigo foi justamente o aspecto singular e pouco comum da flor. O seu nome científico é Pseudobombax grandiflorum e pertence à mesma família de algumas espécies mais comuns na arborização de nossas ruas: a paineira e a munguba. O embiruçu-da-mata, entretanto, é mais raro na paisagem da cidade. Apesar de não ser indicado para arborização de ruas, poderíamos tê-lo mais presente em nossas praças e parques.
A árvore da foto encontra-se no Parque do Flamengo e foi destaque na coluna do Ancelmo Gois no início de junho, quando clicamos as últimas flores que ainda se destacavam pela ausência temporária de folhas em sua copa. O comentário de várias pessoas a partir do artigo foi justamente o aspecto singular e pouco comum da flor. O seu nome científico é Pseudobombax grandiflorum e pertence à mesma família de algumas espécies mais comuns na arborização de nossas ruas: a paineira e a munguba. O embiruçu-da-mata, entretanto, é mais raro na paisagem da cidade. Apesar de não ser indicado para arborização de ruas, poderíamos tê-lo mais presente em nossas praças e parques.
domingo, 23 de junho de 2013
Árvore-das-orquídeas
Nossa árvore de destaque da semana tem mostrado suas flores em tons rosa durante todo o outono, em vários locais de nossa cidade. Mas, atenção - não levem seu nome ao pé da letra! As reais orquídeas pertencem a um grupo de plantas com características bem diferentes das árvores. O nome pelo qual esta árvore é conhecida é devido à semelhança de suas flores com as das orquídeas, apresentando uma de suas pétalas com uma coloração diferenciada – tons purpúreos em seu centro -, dispondo-se ainda num arranjo similar. Ela também é conhecida como pata-de-vaca , em função de outra característica morfológica: suas folhas apresentam um recorte na extremidade terminando em duas pontas, numa forma similar à de cascos de vaca.
Sua espécie - Bauhinia blakeana - é um híbrido originário de Hong Kong, e foi introduzida no Brasil por Roberto Burle Marx, que a utilizou em projetos paisagísticos como o Parque do Flamengo e a Praia de Botafogo. Desde então, tornou-se bastante usual na paisagem carioca, adequando-se bem ao nosso clima e ao paisagismo urbano. Sua floração acontece durante vários meses do ano, sendo mais intensa durante o outono e início do inverno. O exemplar da foto encontra-se na Praia de Botafogo.
Sua espécie - Bauhinia blakeana - é um híbrido originário de Hong Kong, e foi introduzida no Brasil por Roberto Burle Marx, que a utilizou em projetos paisagísticos como o Parque do Flamengo e a Praia de Botafogo. Desde então, tornou-se bastante usual na paisagem carioca, adequando-se bem ao nosso clima e ao paisagismo urbano. Sua floração acontece durante vários meses do ano, sendo mais intensa durante o outono e início do inverno. O exemplar da foto encontra-se na Praia de Botafogo.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Verde e Azul
Eis aqui uma bela combinação na paisagem: vegetação e água, dois elementos naturais que nos fazem lembrar que nossas cidades também são natureza. A conjunção de verde e azul é um dos motivos pelos quais a paisagem da Av. Visconde de Albuquerque, no Leblon, é tão especial. Esta composição tem sido frequentemente citada por entrevistados em nossa pesquisa como uma paisagem carioca que se destaca pelo seu forte impacto visual.

Os tons de verde são trazidos pela figueira religiosa (Ficus religiosa), originária da Índia e introduzida em ares brasileiros no século XIX pelo paisagista francês Auguste Glaziou. O porte imponente e a robustez do seu tronco contrastam com a delicadeza das folhas, facilmente identificáveis pela forma pontiaguda de seu ápice.
A componente azul vem do canal e nos faz devanear sobre a força essencial da água para a vida. Mas, em seguida, nos damos conta do descaso que nossa cidade enfrenta com a poluição de suas águas urbanas, gerando comprometimento do aspecto ambiental de suas paisagens e perda de qualidade de vida de seus habitantes!

Os tons de verde são trazidos pela figueira religiosa (Ficus religiosa), originária da Índia e introduzida em ares brasileiros no século XIX pelo paisagista francês Auguste Glaziou. O porte imponente e a robustez do seu tronco contrastam com a delicadeza das folhas, facilmente identificáveis pela forma pontiaguda de seu ápice.
A componente azul vem do canal e nos faz devanear sobre a força essencial da água para a vida. Mas, em seguida, nos damos conta do descaso que nossa cidade enfrenta com a poluição de suas águas urbanas, gerando comprometimento do aspecto ambiental de suas paisagens e perda de qualidade de vida de seus habitantes!
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Paineira-das-escarpas
Estamos retomando as postagens do blog Árvores Cariocas após alguns meses afastados. A árvore escolhida para o nosso retorno é muito especial (perdão, temos consciência que falamos isso para diversas espécies – mas isso é algo compreensível entre amantes de árvores...). A paineira-das-escarpas não é muito conhecida pela população, mas pertence à família de espécie bastante popular – a paineira, que já foi destaque em nosso blog – e é do mesmo gênero da sumaúma, espécie originária da Amazônia (futuramente faremos um post sobre ela)
A Ceiba erianthos
tem uma estrutura espraiada, com copa que se desenvolve predominantemente no
sentido horizontal, de porte baixo. Destaca-se pela presença massiva de
espinhos em seus galhos, e pelas suas flores brancas com centro carmim, que despertam
nosso sentido tátil com sua superfície
aveludada, em função da existência de curtos pelos. No interior do fruto, as
sementes são envolvidas por uma espécie de paina, como acontece também com as
paineiras.
A paineira-das-escarpas, que ocorre em formações rochosas
litorâneas de alguns estados, inclusive Rio de Janeiro, foi introduzida em
paisagismo por Roberto Burle Marx, reforçando a característica desse paisagista
de valorizar espécies brasileiras, de diferentes ecossistemas. O exemplar da
foto, que floresce no outono como as paineiras, encontra-se na Praia de
Botafogo, no trecho que faz transição com o Parque do Flamengo.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Sibipiruna
A Sibipiruna - Caesalpinia pluviosa - representa majestosamente nos espaços livres cariocas a Mata Atlântica do Rio de Janeiro, de onde é originária. Bem adaptada às condições urbanas, é uma ótima opção para o paisagismo de nossa cidade, que pode explorar seu porte esguio e sua copa em forma de cálice, gerando delicada sombra. Sua inflorênscia decora a parte superior da copa durante a primavera, dando uma aparência de que flocos amarelos se depositam sobre ela.
A árvore da foto, do nosso acervo de 2009, se localiza numa calçada do bairro do Cosme Velho em situação pouco favorável ao seu desenvolvimento, como, infelizmente, não é raro encontrar nossas árvores cariocas, conflitando com a marquise da edificação e com a fiação aérea. Apesar desse embate travado por nossa heroína, ela desempenha bravamente seu papel urbano, seguindo, entretanto, com algumas deformações de sua estrutura, como o tronco tortuoso, normalmente ereto. Na segunda foto, detalhe da copa e suas flores.
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